.Segunda-feira, Dezembro 25, 2006.
bye-bye LBBW

pedi as contas - ou foram pedidas pra mim?
saí saltitando daquele escritório na sexta-feira - para sempre.
Caixinha de papelão - bem típico dos filmes e sitcoms americanos, todos meus pertences (que incluiam: um porta-caneta de singapura, meu cabo de usb, fotos tiradas no escritório, algumas canetas e papéis). Bem que eu tinha que ter arrojado com um daqueles elfos dos anos noventa, foto da família, das crianças, doodads em geral. Mas tudo foi compensado com uma quantidade absurda de office supplies: envelopes, clips, bloquinhos de nota, canetas e lápis, folders de plástico - tudo que eu sei que vou perder em três segundos dentro da minha casa-buraco-negro.

larguei as transações financeiras internacionais e ganhei uma caixa de natal e um bônus de final de ano.

agora o terreno é livre para divagações e para a criatividade cinematográfica.
e para a Bahia.

ana banana 5:08 PM[+]
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ç

ana banana 3:53 PM[+]
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.Sábado, Dezembro 23, 2006.
Os Limites da Doutrina Bush


O fim da Guerra Fria pôs em questão novas doutrinas para a política externa. Não mais haveria necessidade de exercer duas principais áreas de influência distintas, nem sequer pensar no mundo como bipolar em termos de poder. O fim da Guerra Fria fez dos EUA vencedor e hegemônico. Mas a verdadeira inovação veio com a Administração Bush que instaurou no poder a visão neoconservadora das relações internacionais.
Essa vertente mais radical busca a superioridade militar e a expansão, com elementos morais-idealistas que visam espalhar democracia e liberdade pelo mundo através de um intervencionismo ou de ameaças de uso de força como forma de estratégia dos interesses americanos no plano internacional. Depois dos ataques de 11 de setembro, a administração Bush conseguiu apoio popular doméstico, e, em certa medida internacional, para perpetuar - e intensificar - sua política neoconservadora na política externa americana. O que era visto na guerra fria como a "ameaça comunista" passou a ser visto como a "ameaça do terrorismo islã".
Com o desenrolar da Guerra do Iraque, o governo Bush e os neoconservadores da administração subestimaram a dificuldade de conseguir resultados positivos no Iraque e também a maneira que o mundo reagiria com o uso do poderio americano; ficaram presos a uma idéia de dinâmica internacional vindo da guerra fria, quando os Estados Unidos agia primeiro e buscava a legitimidade da ação em segundo plano, geralmente justificando com a possível perspectiva da guerra nuclear. Mas, no plano pós-guerra fria, o cenário mudou e a dinâmica também. Tal foi a mudança na dinâmica que fez com que ações unilaterais ilegitimadas dessa maneira trouxeram grandes problemáticas na visão mundial, inclusive de grandes aliados.
A Doutrina Bush consiste de, essencialmente, quatro elementos principais: A crença na obrigação moral americana de proliferar conceitos de democracia e liberdade pelo mundo; A guerra preventiva, quando as ameaças terroristas não podem ser contidas com a doutrina da dissuasão; o unilateralismo, que fundamenta a necessidade da guerra preventiva; e a consolidação da hegemonia americana no cenário internacional, completamente: econômico, político e militarmente.

"We will not hesitate to act alone, if necessary, to exercise our right of self-defense by acting preemptively against such terrorists; to prevent them from doing harm against our people and our country - nations need not suffer an attack before they can lawfully take action to defend themselves against forces that present an imminent danger of attack"
A capacidade americana de combater esse terrorismo unilateralmente diminuiu drasticamente depois da invasão ao Iraque. Essa guerra sugou as forças militares, a energia, os recursos e o apoio da comunidade internacionais dos EUA. Assim, as chances e a possibilidade de lidar coercitivamente com as outras ameaças estatais quanto às armas de destruição em massa (tanto o Irã quanto a Coréia do Norte) foi reduzida. Países que talvez sejam mais perigosos e certamente são mais fortes que o Iraque - dado pelo Bush como "the central front" no combate contra o terrorismo.

A partir da então Guerra do Iraque, o apoio da comunidade internacional diminui. O que contribuiu para essa queda é, entre outras coisas, a questão da legitimidade - ou no caso falta dela - das ações americanas, que tem suas raízes ainda mais profundas do que a discussão em cima da Doutrina Bush. Visto como um consenso de opinião (seja formalmente política ou pública), é necessária para dar ao poder motivos para submeter os cidadãos - aqui entra a pergunta ilustrativa: Por que você dá seu dinheiro, sem hesitar, a um cobrador de impostos e não a um ladrão? -. Legitimidade, então, vem da ação estatal dentro do âmbito da lei em dois sentidos: Na visão idealista, a legitimidade vem através do Direito Internacional, das normas morais e legais; na realista, do consenso das grandes potencies, os grandes atores do sistema;
A reivindicação da legitimidade no unilateralismo presente nas raízes da doutrina Bush é uma questão complicada. Numa era de interdependência mundial, em teoria, as Nações Unidas e a opinião pública mundial devem estar em acordo para conceder legitimidade à uma intervenção externa de um estado em outro, uma vez que os estados são os principais atores4.
A oposição demonstrada na época da Guerra do Iraque mostra a contradição das ações Americanas quanto a essa legitimidade.
"The United States has gone down a road in which the use of force has become a chronic feature of U.S. foreign policy, and the country's security has been weakened rather than bolstered as a consequence. It is true, of course, that the American public does not like the idea of deferring to others, but it may come to see the advantages of doing so once it appreciates that enterprises undertaken on a unilateral basis must be paid for on a unilateral basis. Ultimately, however, the importance of legitimacy goes beyond its unquestionable utility. Certainly the leaders who earned the United States' reputation for legitimacy in the post-World War II era believed it to be a good in itself."
Sem o apoio nem reconhecimento legítimo da ofensiva, os Estados Unidos afirmou seu descaso com a segurança internacional - apesar de dizer o contrário nos discursos - e seu hegemônico poderio militar que serviria para reiterar o "americanocentrismo", sem considerar, se vier a se tornar contra ele, a opinião internacional. Num âmbito interno, o vácuo de apoio resultou, no imaginário americano, uma sensação de uso inapropriado de impostos; e, com a desculpa que estavam combatendo o terrorismo dentro do território, houve uma quebra de privacidade dos cidadãos.
As pretensões benevolentes dos Estados Unidos quanto ao mundo, não foram bem aceitas, no geral, pela comunidade internacional por duas principais razões. Essas pretensões foram baseadas na arrogância hegemônica americana, usando o exepcionalismo como premissa, na idéia que poderiam usar o poder em instâncias que outros países não, porque seriam mais virtuosos6; a convicção que eles seriam a "força do bem" contra o "mal" maniqueísta. Inclusive, semelhante a uma epopéia heróica em contos infantis. Os Estados Unidos não precisaria pensar duas vezes antes de impedir a Rússia, a França ou a Índia de tomarem atitudes unilaterais, semelhantes às americanas, mesmo que com discursos morais de democracia e liberdade. A segunda principal razão do desagrado internacional foi a questão da competência americana. O desrespeito ao Conselho de Segurança da ONU foi meramente secundário aos olhos dos dirigentes europeus, principalmente. A preocupação viria da avaliação da capacidade americana de transformar intenções nessa competência que a administração Bush tanto enfatizou. Ao que parece, com o decorrer da ocupação iraquiana, questões surgiram quanto às premissas que levaram o exército americano a atravessar os continentes, se eles realmente sabiam o que estavam fazendo, tentando democratizar o Iraque.
Mas a doutrina Bush contém um paradoxo nas conseqüências das suas ações: Seu unilateralismo e sua arrogância frente ao mundo (e descaso com a opinião de aliados europeus) estão provocando -e provocarão ainda mais - uma desunião do Ocidente. Num mundo em que a ameaça é islã, em sua grande maioria, um ocidente unido acarretaria num maior poder de barganha. Na perspectiva de Huntington, essas duas civilizações estão em conflito - conflito esse que não se resolverá tão prontamente. Se a política externa afastar cada vez mais seus aliados em prol de uma guerra genérica ao terrorismo, provavelmente ela se afastará de seus objetivos iniciais. Mesmo sendo o Estado mais poderoso econômica e militarmente, os Estados Unidos da América não conseguem se sustentar sozinhos numa guerra de âmbito mundial contra todas suas consideradas ameaças (sejam grupos terroristas, guerrilhas urbanas, estados ditatoriais, produtores de arsenais nucleares ou vendedores de Armas de Destruição em massa).
Assim, a Doutrina Bush, por essas razões, está num processo de decadência, que um dia vai culminar na sua ruína. As próximas eleições norte-americanas vão ser de extrema importância por isso. Independentemente do partido que vencerá, seja democrático ou republicano, o mundo com certeza vai observar mudanças na política externa. Mas dependendo das mudanças que ocorrerão, os Estados Unidos se encontrarão numa posição de nem amada, nem temida.

"Machiavelli famously asked whether it is better to be feared or to be loved. The problem for the United States is that it is likely to be neither. Bush¿s unilateralism and perceived bellicosity have weakened ties to allies, dissipated much of the sympathy that the United States had garnered after September 11, and convinced many people that America was seeking an empire with little room for their interests or values"
















ana banana 7:08 PM[+]
.Sexta-feira, Dezembro 08, 2006.
musiquinha para animar os espíritos nesse começo de verão-férias com promessas de um novo ano e grama alta. com praia e mar e gafanhotos pulantes. Noites quentes, suor e hormônios. Risadas e sucos-de-acerola-com-laranja. Saladas frescas, chuvas fortes e bicicletagens pela cidade vazia. areia no pé, cerveja gelada, e muita música.

My little grasshopper
Airplane cannot fly very high
I find you so far from my side
I'm lost in my old in my own green light

Don't help me, my love
My brother, my girl
Just tell her name
Just let me say who am I

Her big white plastic finger
Surrounds my dark green hair,
But it's not your unknown right hand
But it's not your unknown right hand

Oh, don't help me, my love
My brother, my girl
Just tell her name
Just let me say who am I

I am the sun, the darkness,
My name is green wave death, salt
South America's my name
World is my name, my size
And honor my name
Hear my

My little grasshopper airplane
Cannot fly very high

Oh, don't help me, my love
My brother, my girl
Just tell her name
Just let me say who am I

ana banana 1:12 PM[+]