.Quarta-feira, Agosto 09, 2006.

Mas descobri a graça da massa trabalhadora que não pensa nessas coisas porque o não pensar é um entorpecente tão maravilhoso que vicia. Agora encho meus dias com preocupações do mundo corporativo, das transações financeiras incompreensíveis e de coisas superficiais em geral (unhas devidamente pintadas, camisas passadas, gasolina) .Chego em casa tão cansada que pensar não é mais uma escolha. Não existe.

é uma delícia ter um descanso da atividade intrínseca intensa. Mas confesso também que as vezes me pego num estado quase vegetal no piloto automático. Sem reflexões internas, a vida passa mais rápido e com menos graça. E não se tem revoluções, nem dialéticas dançantes, nem sequer borboletas na barriga.





ana banana 11:32 PM[+]
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