.Quarta-feira, Março 22, 2006.
enivrez-vous: de vin, de poésie...

F.scott fitzgerald é realmente massa. E eu estou a dois livros de zerar a obra literata dele.
Essa era do jazz, "uma era de milagres, uma era de arte, uma era de excessos e uma era de sátira". Aquele consumismo do american-way-of-life no pós-guerra, as bebedeiras insensatas da burguesia, a richa entre Princeton e Harvard e Yale.... Fitzgerald é sempre uma compania boa para essas sagas pretenciosamente boêmias. Todo mundo bebe tanto nos livros e contos dele que dá vontade de se acabar com whiskey e cerveja também.

Outro cara bacana dessa época é o sr. Ernest Hemmingway que escreveu o Paris é uma Festa e o Fiesta que retrata os excessivos da aristocracia americana que passava férias em Biarritz ou na Riviera. No Fiesta, que eu confundi com o Paris... e acabei lendo achando que era o outro, ele diz que não gostava de passear pela Blv. Montparnasse - ou era a Raspail - de qualquer jeito eles bebiam horrores em Paris, entre um caso amoroso e uma viagem para Biarritz ou para a grande Fiesta de Pamplona... e bebiam mais.

(se dependesse desses livros eu seria uma convicta alcólatra)

Li uns contos bonitos do Oscar Wilde, também. Contos que eram para crianças, mas que me entreteram horrores.

Le mur do Sartre, encontrei num sebo parisiense e tentei ler no original.. juro. Mas entendi um terço do fumante assíduo de Galoise.
Le spleen de Paris, prosas poéticas do querido Baudelaire - de quem peguei emprestado um poema ótimo e usei uma de suas estrofes para o título desse post.

A história social do Jazz do senhor Eric J Hobsbamwn também é muito bonito. Incentiva um foguinho dentro da gente, uma ansiedade paixonal por essa poesia melódica que, em sua essência, não é padronizada. O jazz não sucumbe. É a batida dos pés batendo no chão, os estalos de dedos, o prazer de tocar e ouvir, os assobios da platéia, o diálogo dialético dos músicos, a fumaça inebriante. Os prazeres do jazz estão na emoção gerada, na constante e viva recriação da música: "levante-se gatinha, estamos jamming e todos os pianistas estão cansados. Hawkings tirou a camisa e continua tocando...você tem de vir"

Inclusive, achamos lá em Paris uma brasserie dessas meio butecão, no meio da Etienne Marcel, uma dona meio loucona, jovens ambiciosos e boêmios que faziam arranjos inusitados de jazz com dois saxs, um piano, um contrabaixo, um trompete e uma bateria. De Cool Jazz a bebop eles tocavam... com muito vinho, muita bière e muito cigarro.

Em Londres muito gin, em Paris vin e champagne, em Amsterdã..bem... quase não bebíamos, em Berlin muito bier.

Minhas férias alcólicas, literatas e musicais foram essas.


ana banana 1:20 AM[+]
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.Quarta-feira, Março 15, 2006.
INT. Apartamento - Dia

Natan continua imobilizado pela peste branca. Inesperadamente a porta se abre. E entra Alice, novamente. Dessa vez, porém, se percebe uma expressão séria nela, algo inspirador.Fixa seu olhar diretamente em Natan, dá um meio sorriso e segura sua mão.


Alice
(suavemente)

Já não chega? Ainda não entendeu? Seu mundo é muito seu, Natan. Se defendido por apenas um soldado, por bravo que seja, a invasão é certa... Seu próprio medo de perder o controle sobre ele levou a este estado e o tirou de suas mãos, apesar da força com que você o segurou, seus dedos quase quebrados no esforço.


Alice movimenta-se pela sala, como se estivesse escolhendo as palavras certas para falar.

Procure outros mundos, anexe-os ao seu. Livros, discos? São como a parte de você mesmo, lhe pertencem como suas mãos ou suas pernas. E você não deseja a si próprio como interlocutor eterno. Diálogo consigo mesmo é monólogo, amigo. ¿ E de vidas monólogo já estamos todos saturados.
Não se preocupe, você será o centro do seu mundo. E ele, caso queira, lhe pertencerá até o fim...Construa-o então. Largue destas paredes brancas que o oprimem. Elas já não servem para você.

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desejo de retomar um projeto.


ana banana 11:22 AM[+]
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.Segunda-feira, Março 06, 2006.
zona autônoma temporária.

cap2: terrorismo poético

WEIRD DANCING IN ALL-NIGHT computer-banking lobbies. Unauthorized pyrotechnic displays. Land-art, earth-works as bizarre alien artifacts strewn in State Parks. Burglarize houses but instead of stealing, leave Poetic-Terrorist objects. Kidnap someone & make them happy. Pick someone at random & convince them they're the heir to an enormous, useless & amazing fortune--say 5000 square miles of Antarctica, or an aging circus elephant, or an orphanage in Bombay, or a collection of alchemical mss. Later they will come to realize that for a few moments they believed in something extraordinary, & will perhaps be driven as a result to seek out some more intense mode of existence. etc.

ana banana 2:34 AM[+]
.Quarta-feira, Março 01, 2006.
tá,
cheguei. cheguei cheguei. e não vou embora daqui a três dias. Não. Vou ficar... indeterminadamente.
É ótimo estar de volta, claro... rotina, uhu! faculdade, amigos, calor. tudo bem e gosto e aceito .
Mas as maravilhas do velho mundo me encantaram e as possibilidades beiram ao infinito. E talvez a vida não tenha de ser limitada. Talvez a melhor opção é a de explorar o universo cultural beyond a terrinha aqui.
sei lá. eu sei que a vontade é de se tacar no vento - de novo.

Mas por enquanto estou nesse país úmido/melequento, quente, libertino e cheio de pernilongo.
A compania é boa, não posso reclamar.

Estou com fuso horário.
Estou branca e mole
Estou exausta de nada.

Eu que me aguente com os comigos de mim.
ai ai




ana banana 3:33 AM[+]